TEXTANDO VERSOS

Textos diversos de inversos contextos, testes de versos e meros pretextos fazendo de tudo para encher de textura o universo da web. De forma concisa, são apenas loucuras entre linhas de divisa.

22 de jun. de 2011

busunfa cerebelo potável

nada é perfeito sem o amor
sem o amor nada é perfeito
amar sem par feito é defeito
do feio

o espelho reflete
nada repete
sem início
sem fim
sem meio

- - -

Publicamente, peço perdão a uma pessoa que, voluntariamente ou não, conscientemente ou não, feri no coração.
Quando me ofereceu seu amor, eu neguei, fugi, medroso como avestruz.
Carreguei seu amor por mim como se fosse uma cruz.
Esqueci que, por mim, já a carrega há muito tempo.
Por tudo isso, ajoelho e peço:
Perdão a ti... Jesus!

22 de mai. de 2011

exigo-me

"algum dia ainda ele começará sua vida de novo"

(risos)
enquanto a multidão levantava e o dia era novo
pensava eu: que saco, que agonia!
injustiçado pela covardia de acordar
sem saber o que fazer com o dia

(tédio)
mas o que é que acontece no oriente médio
que estraga tanto assim a minha alma?
saber que no mundo tem caos e sofrimento
ou saber que meu espírito não tem calma?

(propaganda)
ficarei à mercê da publicidade da notícia
saber dos numeros de hoje e os famosos
boletins do esporte ou de polícia
ahhh, meus lindos neurônios ociosos...

foi um erro cometido, dizer que fui, não tendo ido
plantado no meu sofá, medonho, deixei a vertigem consumir
os tesouros mais preciosos de meu sonho:
a liberdade para escolher
a sabedoria para saber escolher
e ambos para ser feliz escolhendo o amor

- - -

por que ainda somos defeituosos
mas cada vez mais cientes disso
aguardando o dia da manifestação em frente à fábrica

- - -

lição nº 1 para a sua vida profissional:
não seja totalmente sincero
aprenda bem esta máxima: lero-lero-lero...

- - -

queria fazer uma poesia bacana
mas esta noite estou sem fôlego
porque "cama" rima com "ama"
mas não sei de nada para "ôlego"

- - -

(jornal)
_ olha só essa, o mundo vai mudar.
_ como assim, vai acabar miséria e guerra?
_ quase assim, falo da Terra.
   foi rebaixada para a quarta elíptica solar.

- - -

_ brrr... mas que frio, cara!
_ pois é, a humanidade se deu mal.
_ brrr...vamos fazer uma fogueira!
_ hm... cadê aquele jornal?

17 de abr. de 2011

tudo tem seu tempo



tudo tem seu tempo
todos têm seu preço
cada qual com seu tempero
buscando um recomeço

o valor
cifrado
correto
reajustado
monetário
subjetivo

é o que vale a pena nesse mundo
seja como for
transforme seu dinheiro em amor

17 de mar. de 2011

anarquia, a escola

a sala de aula não é um bom lugar
liberdade se compra sozinho

o preço é um joystick no rabo

pra brincar na rua que o mundo é uma mentira

o que, por sinal, é verdade

7 de mar. de 2011

Da caverna ao céu


Toda inspiração poética vem da alma. Toda vontade estética de criar alguma beleza vem da necessidade de vê-la. A água límpida fluindo do rio para finalmente despencar lindamente nas cachoeiras desperta sentimentos que, dentro de uma harmonia correta de cores, sons, cheiros, toques e gostos, desafiam os sentidos que comumente conhecemos.

Este é um texto, ou uma tentativa de textualização, que tenta, ao mesmo tempo que expressa, sentir a expressão do paraíso, do infinito, do bem, do belo, da coragem, da honra, da divindade da essência humana.

Ser humano não é ser Deus, isso é como se sabe e como não se sente. É assim como não nos sentimos. Você está tão linda esta noite, querida, queria que você risse, ria! Como deve ser mergulhar na alma? Cavar dentro da própria consciência caminhos para chegar ao núcleo pulsante da vida? Eis uma questão a qual não sei a resposta, e que me intriga.

Antes de tudo, não há nada que impeça a minha livre expressão, pode ser que haja algo que impeça o entendimento de todas as almas alienadas à minha. E isso é fantástico, o choque das almas sempre gera conflito. A força que nos puxa para perto é a mesma que causa a repulsão. Mas não se repudie, estas são apenas palavras, sem a mínima intenção de convencê-lo de algo. Mas se assim for, repudie minhas vociferações silenciadas no papel.




Hei sempre de me lembrar que só sei que nada não sei de nada. E nem sou de nada. Sou de nada. Nado no ser como se nada nadasse em nada. Espaço vazio, gravidade zero. Gravidade de peso e gravidade de importância.